Países que atualmente adotam a Monarquia

A monarquia é uma forma de governo em que o monarca, chamado geralmente de rei ou imperador, exerce a função de chefe de Estado. Esse cargo mantém-se durante toda a sua vida, sendo passado para outra pessoa apenas após a morte ou abdicação.

Embora muitas pessoas acreditem que reis, rainhas, príncipes e princesas não passam de contos de fadas ou temas para séries do Netflix, ainda existem muitos países que, ainda no século 21, adotam a monarquia.

Se você está sempre ligado ao mundo dos famosos, com certeza já ouviu falar da Rainha Elizabeth II, do romance do príncipe William e Kate Middleton ou até mesmo do casamento do príncipe Harry com Meghan Markle.

Existem 43 países que atualmente adotam a monarquia espalhados pelo mundo inteiro, incluindo reis, príncipes, sultões e até mesmo imperadores.

No entanto, é claro que as monarquias atuais são bem diferentes do que eram nos tempos antigos, sendo a maioria desses reinados isentos de qualquer poder sobre as nações.

Quais são os sistemas de Monarquia que existem hoje?

A monarquia é uma das formas de governo mais antigas que existem. Nela, o poder é exercido por um monarca e, na maioria dos casos, é vitalício e hereditário.

Sendo assim, o rei exerce o poder durante toda a sua vida e só passa o seu poder ao abdicar do trono ou, na maioria dos casos, após a sua morte.

Nos dias de hoje é possível notar uma grande diversidade de monarquias, cada um possuindo suas particularidades.

No entanto, a maioria dos países que contam com esse sistema de governo depositam poucos poderes nas mãos do rei, exercendo o papel de figura tradicional e decorativa.

No geral, existem cinco formas de categorizar os governos monárquicos:

Monarquia absolutista hereditária

Como o próprio nome já diz, esse modelo de monarquia é definido por um rei que recebe o cargo como herança, possuindo poder total sobre o território.

Dessa forma, o monarca exerce o papel de chefe de Estado e chefe de governo, controlando os três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

Esse tipo de monarquia foi bastante comum na Europa Ocidental, tendo seu auge entre os séculos XIV e XVII. Países como a França e a Inglaterra, por exemplo, tiveram notáveis reis absolutistas.

Entre eles, o mais famoso foi o rei Luís XIV, famoso pela frase “o Estado sou eu” e que ocupou o trono francês por mais de setenta anos.

Os países que atualmente adotam a monarquia absolutista são:

  • Arábia Saudita;
  • Brunei;
  • Catar;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Eswatini (antiga Suazilândia);
  • Omã;
  • Vaticano (Monarquia Absoluta Eletiva Teocrática).

Brunei, um país situado no sudeste asiático, é um sultanato onde perdura a monarquia absolutista hereditária. No território, quem exerce o poder é o sultão Hassanal Bolkiah, que ocupa o cargo a quase 50 anos.

Além disso, vale lembrar que a sua família comanda Brunei desde o século XIV, tendo o poder sido passado de geração a geração.

Assim os poderes do sultão são plenos: no país, ele exerce os papéis de primeiro-ministro, ministro da Fazenda, ministro da Defesa e todos os outros.

Como você deve ter percebido, a grande maioria dos países que atualmente adotam a monarquia absolutista estão no Oriente Médio.

Monarquia Constitucional ou Parlamentar

Esse é o principal tipo de monarquia exercida atualmente, tendo como sua principal característica o fato de que os poderes da família real são limitados. Dessa forma, a figura do rei estará sujeita a uma constituição, mesmo que essa não esteja escrita.

Nesse caso, o papel de governar não está mais nas mãos do monarca e sim como tarefa do primeiro-ministro do país.

Elizabeth II, por exemplo, é tida como Rainha do Reino Unido e de outros quinze estados independentes, além de comandar a Commonwealth, que possui mais de 53 países. No entanto, até mesmo as suas tarefas políticas como figura real devem seguir as ordens dos ministros britânicos.

Na monarquia constitucional, o poder legislativo é exercido por um parlamentar eleito pelo povo. De forma simples, podemos dizer que o monarca é como uma personificação da autoridade do Estado.

A monarquia inglesa adota esse tipo de monarquia desde o século XVII. Assim, além de ser a mais antiga democracia da Europa, serve como modelo para todas as democracias atuais, sejam elas monárquicas ou republicanas.

Os países que atualmente adotam a Monarquia Constitucional são: Reino Unido, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Japão, Jamaica, Nova Zelândia, Suécia, Tailândia, Bahamas, Mônaco, Marrocos, Noruega, Malásia Bahrein, Belize, Antígua e Barbuda, Butão, Ilhas de Salomão, Jordânia, Kuwait, Luxemburgo, Países Baixos, Lesoto, Liechtenstein, Santa Lúcia, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Tonga, Tuvalu e São Vicente e Granadinas.

Monarquia Eletiva

A monarquia eletiva é um tipo de governo monárquico em que o rei ocupa o cargo durante toda a sua vida. No entanto, ao morrer ou abdicar do cargo, o seu sucessor é eleito através de um conselho, por votação.

Esse tipo de monarquia foi praticado na Idade Média durante a monarquia visigótica, por exemplo. Nesse caso, o rei era escolhido através de um conselho composto por príncipes ou grandes responsáveis eleitores.

Além disso, é importante lembrar que esse modelo de monarquia existe até os dias de hoje. No Estado da Cidade do Vaticano, o Colégio de Cardeais é o responsável por escolher um novo Papa, que possuirá poder vitalício, ou seja, até a sua morte ou abdicação.

O Vaticano é uma entidade administrativa, possui um sistema de governo monárquico absolutista e também é subalterna da Santa Fé.

Os países que atualmente adotam a monarquia eletiva são:

  • Andorra;
  • Camboja;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Kuwait;
  • Malásia;
  • Eswatini (Suazilândia);
  • Vaticano.

Diarquia Constitucional

A diarquia é uma forma de governo compartilhada por dois chefes de Estado, ou seja, o território possui dois reis/imperadores.

Na maioria dos casos de diarquia, o poder se mantém nas mãos do diarca até a sua morte ou abdicação, passando as suas responsabilidades para seus filhos ou familiares.

Essa forma de governo é conhecida desde a Antiguidade, estando presente nos grandes impérios da época, como Esparta, Roma, Cartago e até mesmo em algumas tribos dácias e germânicas.

Além disso, diversas outras sociedades possuíram essa estruturação política, como o Império Inca e as antigas sociedades polinésias.

No mundo moderno, as diarquias não são hereditárias e estão instauradas em apenas dois territórios:

  • Andorra;
  • Eswatini (Suazilândia);

Em Andorra, seus diarcas são conhecidos como copríncipes e exercem o papel de chefes de Estado.

Já na Suazilândia, os diarcas são chamados de ngwenyama (título usado para se referir ao diarca masculino) e nndlovukati (título usado para se referir a diarca feminina, equivalente ao conceito de rainha-mãe em outras nações).

Como você deve ter percebido, alguns países apareceram duas ou mais vezes durante os sistemas monárquicos, como é o caso de Eswatini. Isso acontece, pois o país se enquadra em todos esses tipos de monarquias.

Eswatini, também chamado de Suazilândia, possui uma Darquia Eletiva Absoluta. Dessa forma, o país é regido por dois governantes que possuem poder absoluto, exercendo os três poderes. Além disso, não há hereditariedade, sendo eleitos por um conselho.

O Vaticano, por exemplo, é uma Monarquia Absoluta Eletiva Teocrática. Sendo assim, o rei possui poder absoluto, é eleito por um conselho e o sistema político é submetido à crença católica.

8 Países que atualmente adotam a Monarquia

os países que adotam a monarquia atualmente reino unido windsor
Endereço oficial da Rainha Elizabeth II, o Castelo de Windsor é uma das construções mais famosas do Reino Unido.

Apesar de estamos em pleno século XXI, você deve ter percebido que ainda existem diversos países que atualmente adotam a Monarquia.

Ao total, existem 43 nações que ainda contam com essa forma de governo e, pelo fato de grande parte das famílias reais serem apenas figuras simbólicas, adquiriram características bastante particulares.

Portanto, vamos falar sobre as 8 principais monarquias dos dias atuais!

1.   A monarquia no Reino Unido

Quando pensamos em reis, rainhas e nos países que atualmente adotam a monarquia, não tem como não lembrar do Reino Unido, não é mesmo?

A monarquia britânica remonta ao século 10 da Idade Média, sendo a Dinastia Normanda a primeira a governar o Reino dos Saxões.

Como marco histórico do país, o Reino Unido possui inúmeras construções medievais, como casas, castelos e até mesmo monumentos que marcaram o domínio das monarquias.

Na Inglaterra, a monarquia absoluta teve o seu fim em 1215, quando o rei João assinou a Carta Magna. Dessa forma, o documento limitou o poder dos monarcas da Inglaterra, impedindo assim o exercício do poder absoluto.

Contudo, foi só no ano de 1272 que o Parlamento começou a existir. Ao longo dos anos, essa instituição política ganhou cada vez mais aceitação, até o momento em que o Reino Unido adotou a Monarquia Parlamentarista.

Por esse motivo, sabemos que a influência política da família real não é mais tão grande assim. Nos dias de hoje, a participação da realeza no Reino Unido é essencialmente simbólica, tratando-se de uma representação das figuras de autoridade do país.

Portanto, mesmo que Elizabeth II seja a Rainha do Reino Unido e Chefe de Estado, ela não possui poder para tomar qualquer tipo de decisão governamental. O poder de fato é exercido pelo Primeiro-Ministro e pelo Parlamento do Reino Unido.

Ainda assim, a rainha Elizabeth II, da Dinastia de Windsor, é uma das figuras mais conhecidas do mundo, sendo rainha de 16 estados, além de chefe da Commonwealth, composta por 53 estados.

Leia também: Maiores times e torcidas da Inglaterra

2.   A monarquia na Espanha

Assim como na Inglaterra, a Espanha também um dos países que atualmente adotam a monarquia parlamentarista. Sua formação ocorreu durante a formação da Espanha unificada nos séculos 14 e 15.

No entanto, diferente da Inglaterra, o título de rei da Espanha ostenta a chefatura do Estado e o mando supremo das Forças Armadas do país.

O atual rei da Espanha é Felipe VI, que assumiu o título em 2014, logo após a renúncia do seu pai, o rei Juan Carlos. O rei pertence à Casa Real de Bourbon, uma das mais icônicas do mundo, com o surgimento em 1268, na França.

Para se ter ideia, o valor simbólico da realeza espanhola é tão forte que diversos times de futebol possuem escudos que homenageiam a coroa. O Real Madrid, Real Sociedad e Real Bétis, por exemplo, foram grandes apoiadores da monarquia espanhola.

Portanto, se você pensou que a rivalidade entre Barcelona, time da Catalunha independentista, e Real Madrid, apoiador da monarquia espanhola, era apenas no futebol, saiba que essa história vai muito além dos gramados.

3.   A monarquia na Holanda

Os Países Baixos, também chamados de Holanda, possuem o sistema de Monarquia Constitucional desde 1815, quando o Congresso de Viena uniu o território com a Bélgica com o objetivo de criar uma forte fronteira no norte da França.

Assim, o rei Guilherme Alexandre, da Casa de Orange-Nassau, é presidente do Conselho de Estado e possui inúmeros direitos e deveres segundo a constituição do país.

Além disso, vale lembrar que a Holanda adota uma democracia parlamentar, ou seja, o monarca é o Chefe de Estado, possuindo certa influência no governo. Porém, o poder de governança é do Chefe de Governo, possuindo o cardo de primeiro-ministro.

4.   A monarquia na Jordânia

O Reino Haxemita da Jordânida é um território do oriente e possui uma Monarquia Constitucional desde 1952, quando o rei Abdullah I e o governo do Reino unido assinaram o Tratado de Londres, reconhecendo a independência do território.

Atualmente, o Rei da Jordânia é Abdullah II. Apesar de ser regulado pela constituição como um sistema monárquico constitucional, na verdade é o rei quem exerce o Poder Executivo.

Dessa forma, ele possui poder para vetar leis aprovadas pelo Parlamento. Em contrapartida, se dois terços ou mais de membros da instituição concordarem através de uma votação, é possível anular o veto do rei.

Além disso, o rei também pode suspender ou dissolver o parlamento. Abdullah II também é o responsável por nomear e exonerar juízes do país.

5.   A monarquia na Arábia Saudita

A Arábia Saudita é o Estado mais rico do Oriente Médio e um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Além disso, possui um regime monárquico um pouco diferente da Europa.

Além de exercer a função de chefe de Estado, o rei saudita Salman Al Saud também possui o poder de primeiro-ministro. Sendo assim, ele ocupa os cargos de Chefe de Estado e Chefe de Governo.

Outra curiosidade é que o príncipe herdeiro é o vice primeiro-ministro. Portanto, quando o rei está ausente, quem tomará as rédeas do governo Saudita é o príncipe.

O regime monárquico na Arábia Saudita teve seu início em 1902, quando o Rei Ibn Saud conquistou os principais territórios da península arábica, unificando o País.

6.   A monarquia na Bélgica

A monarquia constitucional surgiu na Bélgica durante a independência do país em 1830, através do congresso nacional. Assim, Leopoldo de Saxe-Coburg-Gota foi o primeiro Rei dos Belgas, jurando lealdade e fidelidade à constituição.

Atualmente, que ocupa o trono belga é o Rei Philippe, possuindo apenas um papel representativo e simbólico.

No entanto, vale lembrar que os reis, mesmo que a maioria não possua poderes parlamentares ou constitucionais, ainda assim são fortes influências no país.

7.   A monarquia no Japão

Durante muitos anos, os imperadores sempre tiveram um grande poder religioso e político, sendo até mesmo visto como a conexão do mundo espiritual com o mundo terreno.

Dessa forma, ao contrário das monarquias da Europa, os Imperadores Japoneses estiveram afastados por muito tempo do poder militar.

Você já assistiu algum filme da Segunda Guerra Mundial? Se sim, tenho certeza que em algum momento mostrou o império japonês, ou até mesmo o Imperador do Japão durante a rendição do país.

Embora a nação tenha perdido na segunda grande guerra, o Japão ainda assim continuou com a Monarquia Constitucional. No entanto, o Imperador não possui mais poderes constitucionais, sendo apenas uma figura simbólica importante.

O atual monarca do povo japonês é o Imperador Naruhito, ocupando o trono desde maio de 2019. Nesse caso, ele não possui poderes políticos nem militares, desempenhando a funções simbólicas.

8.   A monarquia na Suécia

A Suécia é o maior dos países da Escandinávia, conhecido por grandes musas do cinema, como Ingrid Bergman e Greta Garbo, além de ser a terra natal de um dos maiores cineastas da história, Ingmar Bergman.

No entanto, algo que você provavelmente não sabia é que o país se chama Reino da Suécia e é governado desde o século XIX pelos descendentes da Casa de Bernadotte.

Na verdade, a Suécia possui uma das civilizações mais antigas do mundo, possuindo relatos de reinos desde o século I. O primeiro rei do país foi Eric, o Vitorioso, comandando o território durante o século X.

Além disso, foi dominado por grande parte de sua história antiga pelos povos nórdicos e germânicos, os famosos vikings.

O sistema político do país se trata de uma Monarquia Constitucional, tendo como atual rei sueco Carlos Gustavo XVI, sétimo monarca da casa de Bernadotte.

Contudo, o papel do rei na Suécia é bastante limitado, servindo como símbolo representativo e cerimonial.

Compartilhar é se importar!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para o topo